Neste case de marketing odontológico, mostramos como estruturamos uma operação integrada para a AmaBiCare
Quando uma clínica odontológica investe em marketing digital, é comum que a análise fique concentrada em métricas como alcance, seguidores, cliques e quantidade de leads.
Esses indicadores são importantes, mas contam apenas uma parte da história.
O que realmente importa é entender se toda essa presença digital está conseguindo gerar oportunidades, transformar essas oportunidades em pacientes e, no final, produzir receita.
Foi com esse objetivo que estruturamos o trabalho da AmaBiCare, uma operação especializada em atendimento odontológico domiciliar para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Ao longo do projeto, construímos uma estratégia que conectou conteúdo, redes sociais, mídia paga, SEO, CRM e dados em torno de um mesmo objetivo: ampliar a presença da marca e construir uma operação mais consistente de aquisição de pacientes.
O resultado foi uma evolução significativa em diferentes frentes do negócio.
Somente na operação de mídia paga, foram R$ 22 mil investidos, 855 oportunidades geradas, 18 tratamentos fechados e R$ 132.442 em receita atribuída, chegando a um ROAS médio próximo de 6x.
Mas entender como chegamos até esses números exige olhar para a estratégia como um todo.
O desafio: gerar demanda em um serviço que exige confiança
O atendimento odontológico domiciliar possui algumas particularidades.
Em muitos casos, quem busca pelo serviço não é exatamente o paciente que será atendido.
A decisão pode partir de um filho, uma filha, um familiar ou cuidador procurando uma solução para um idoso, uma pessoa acamada ou alguém com dificuldade de locomoção.
Isso muda completamente a comunicação.
Não basta anunciar que existe um “dentista em casa”.
É preciso explicar como o atendimento funciona, quais tratamentos podem ser realizados, para quem o serviço é indicado e, principalmente, transmitir segurança suficiente para que uma família permita que um profissional realize um atendimento odontológico dentro da residência.
Por isso, desde o início, nosso trabalho para a AmaBiCare teve três grandes objetivos: aumentar a visibilidade da clínica, gerar confiança e ampliar a captação de novos pacientes.
A solução não poderia estar em apenas um canal.
Precisávamos construir presença.
Precisávamos gerar demanda.
Precisávamos capturar quem já estava procurando pelo serviço.
E precisávamos acompanhar o que acontecia depois que uma oportunidade entrava em contato com a clínica.
Foi assim que passamos a trabalhar uma estratégia integrada.
Redes sociais para educar, gerar familiaridade e fortalecer a marca
Uma das primeiras frentes foi a construção de uma presença mais consistente nas redes sociais.
Estruturamos um calendário editorial com 12 publicações mensais, abordando temas relacionados à saúde bucal de idosos, prevenção, higiene oral, tratamentos e situações comuns enfrentadas por pacientes com mobilidade reduzida.
A linguagem precisava ser simples, educativa e, principalmente, humana.
O objetivo não era simplesmente aumentar o número de posts.
Queríamos transformar as redes sociais em um ponto de contato capaz de responder dúvidas e ajudar familiares e cuidadores a entenderem melhor o atendimento odontológico domiciliar.
Com consistência, os números começaram a acompanhar essa evolução.
Entre setembro de 2024 e agosto de 2025, o perfil passou de 3.164 para 4.008 seguidores, um crescimento de aproximadamente 27%.
No mesmo período, o alcance dos conteúdos aumentou 166% e as visitas ao perfil cresceram 111%.
Mais do que aumentar uma audiência, essa frente ajudou a construir algo especialmente importante para um serviço de saúde: familiaridade com a marca.
Quando alguém recebia um anúncio, encontrava a clínica no Google ou recebia uma indicação, existia uma presença digital capaz de sustentar aquela decisão.
Mídia paga para ampliar a geração de oportunidades
Enquanto o conteúdo trabalhava autoridade e relacionamento, a mídia paga assumia outra função: acelerar a geração de demanda.
Entre janeiro e agosto de 2025, mantivemos campanhas contínuas no Facebook e Instagram, com criativos construídos principalmente em torno das dores e benefícios relacionados ao conceito de “dentista em casa”.
A operação envolveu segmentação local e uma rotina de testes de imagens, vídeos curtos, chamadas e abordagens diferentes de comunicação.
Isso é importante porque campanhas de tráfego não deveriam ser tratadas como algo estático.
Não existe simplesmente um anúncio que é colocado no ar e permanece funcionando indefinidamente.
Existe um processo contínuo de:
testar → analisar → aprender → ajustar → testar novamente.
E essa evolução apareceu nos números.
Nos primeiros meses, a campanha gerava dezenas de oportunidades.
Ao longo do período, passamos a registrar picos superiores a 180 leads em um único mês.
Ao mesmo tempo, conseguimos reduzir significativamente o custo de aquisição.
O custo por mensagem, que chegou a aproximadamente R$ 52 em abril, caiu para cerca de R$ 15 em junho e julho.
Ou seja: a operação passou a gerar mais volume enquanto diminuía o custo necessário para iniciar uma nova oportunidade comercial.
Lead barato é importante. Lead que avança é ainda mais.
Um erro bastante comum na análise de campanhas para clínicas é considerar o CPL como o grande indicador de sucesso.
Naturalmente, queremos gerar oportunidades a um custo eficiente.
Mas existe uma pergunta muito mais importante:
o que acontece com esses leads depois que entram em contato?
Porque um lead de R$ 10 que nunca agenda pode ser mais caro para o negócio do que um lead de R$ 40 que fecha um tratamento.
Por isso, nossa análise não poderia terminar dentro do Gerenciador de Anúncios.
Precisávamos acompanhar a evolução dessas oportunidades dentro do funil.
Em agosto, por exemplo, a taxa de conversão entre lead e agendamento chegou a 29,6%.
Esse tipo de indicador começa a aproximar marketing e comercial.
A pergunta deixa de ser apenas:
“Quantos leads geramos?”
e passa a ser:
“Quantas oportunidades realmente estão avançando?”
O resultado: 855 leads, 18 tratamentos e mais de R$ 132 mil em receita
Quando consolidamos os resultados da mídia no período analisado, chegamos aos seguintes números:
R$ 22.000 em investimento em anúncios.
855 leads gerados.
18 tratamentos fechados.
R$ 132.442 em receita atribuída.
R$ 25,73 de CPL médio.
R$ 1.222 de CAC médio.
ROAS próximo de 6x.
Em termos simples, isso significa que para cada R$ 1 investido em mídia, aproximadamente R$ 6 retornaram em receita atribuída à operação.
E esse é justamente o ponto em que a análise de marketing começa a mudar.
Porque quando conseguimos conectar investimento, leads, tratamentos e receita, deixamos de olhar apenas para métricas de plataforma.
Passamos a olhar para indicadores de negócio.
Enquanto os anúncios geravam demanda, o SEO construía um ativo de longo prazo
A mídia paga era apenas uma das frentes da estratégia.
Outra prioridade foi melhorar a capacidade da AmaBiCare de ser encontrada por pessoas que já estavam procurando ativamente por atendimento odontológico domiciliar.
Em março de 2025, colocamos no ar uma nova estrutura de site, desenvolvida com foco em SEO.
Em vez de concentrar todas as informações em poucas páginas genéricas, foram criadas páginas específicas para diferentes intenções de busca, trabalhando termos como:
“dentista em casa”,
“dentista home care”,
e “dentista para acamados”.
Também foram implementadas melhorias técnicas relacionadas a carregamento, dados estruturados e organização das informações.
Os resultados começaram a aparecer nos meses seguintes.
O tráfego orgânico passou de 95 visitas mensais em janeiro para 243 em julho, um aumento de aproximadamente 156%.
A posição média reportada também apresentou uma evolução expressiva, passando de 81 para 11, enquanto o termo “dentista para acamados” alcançou o top 5.
Essa frente tinha uma função diferente da mídia paga.
Enquanto os anúncios ajudavam a gerar demanda de forma mais imediata, o SEO trabalhava para construir um ativo capaz de aumentar a presença da clínica no Google ao longo do tempo.
Tráfego pago e SEO não precisam competir
É comum encontrar discussões sobre qual estratégia é melhor: investir em anúncios ou trabalhar SEO.
Para nós, essa não é necessariamente a melhor pergunta.
Os dois canais podem atuar em momentos diferentes da jornada.
Imagine uma pessoa que ainda não sabe que existe a possibilidade de receber atendimento odontológico dentro de casa.
Um anúncio pode apresentar essa solução.
Agora imagine outra pessoa pesquisando:
“dentista para idoso acamado”
ou
“dentista que atende em casa”.
Nesse caso, já existe uma intenção.
O SEO permite que a clínica esteja presente justamente nesse momento.
Uma estratégia completa busca ocupar diferentes pontos dessa jornada.
O próximo passo: conectar marketing, CRM e dados
Com o aumento da geração de oportunidades, surgiu uma nova necessidade.
Precisávamos melhorar a qualidade das informações utilizadas para analisar e otimizar as campanhas.
Em julho de 2025, implementamos uma integração entre o CRM da clínica e a API de Conversões do Meta.
Com essa estrutura, eventos importantes do funil passaram a ser utilizados no rastreamento, incluindo mensagens iniciadas, agendamentos e vendas concluídas.
Na prática, isso representa uma mudança importante.
A plataforma deixa de receber apenas informações relacionadas a interações mais superficiais, como cliques ou início de conversa, e passa a ter acesso a sinais relacionados a etapas posteriores do funil.
O objetivo é criar uma base de dados mais confiável para atribuição e otimização das campanhas.
Como a implementação aconteceu já na parte final do período analisado, seus efeitos completos ainda estavam em fase inicial de coleta.
Ainda assim, a estrutura cria uma base importante para os próximos ciclos de otimização.
Marketing não termina quando o WhatsApp recebe uma mensagem
Talvez esse seja um dos principais aprendizados de toda a operação.
Durante muito tempo, marketing para clínicas foi resumido a uma equação simples:
anúncio → lead.
Mas existe um problema nesse modelo.
O lead não é o resultado final.
Existe um processo inteiro depois dele:
anúncio → lead → atendimento → agendamento → comparecimento → proposta → tratamento fechado → receita.
Quando analisamos somente a primeira parte dessa jornada, ficamos cegos para boa parte do negócio.
Uma campanha pode gerar muitos leads e poucas vendas.
Outra pode gerar menos leads e produzir muito mais receita.
Sem CRM, sem acompanhamento comercial e sem indicadores adequados, essas duas situações podem parecer iguais.
E não são.
Uma estratégia 360 é justamente conectar esses pontos
O trabalho realizado com a AmaBiCare mostra como canais diferentes podem assumir papéis complementares dentro da mesma operação.
As redes sociais ajudaram a fortalecer presença e confiança.
A mídia paga acelerou a geração de oportunidades.
O SEO aumentou a presença da clínica diante de quem já estava procurando pelo serviço.
O CRM permitiu acompanhar melhor o avanço das oportunidades.
E a infraestrutura de dados começou a aproximar ainda mais as plataformas de mídia dos eventos que realmente importam para o negócio.
Não existe necessariamente um único canal responsável pelo crescimento.
Existe um sistema.
Os números resumem a evolução
Ao longo do trabalho, a AmaBiCare registrou resultados relevantes em diferentes frentes.
Nas redes sociais:
+27% em seguidores.
+166% em alcance.
+111% em visitas ao perfil.
No SEO:
95 para 243 visitas orgânicas mensais.
Posição média de 81 para 11.
Termos estratégicos chegando ao top 5 do Google.
Na aquisição:
855 leads.
18 tratamentos fechados.
R$ 132.442 em receita atribuída.
ROAS aproximado de 6x.
Mas, mais importante do que qualquer indicador isolado, foi conseguir colocar essas diferentes frentes trabalhando na mesma direção.
Sua clínica tem ações de marketing ou uma operação de aquisição?
Essa é uma diferença importante.
Uma clínica pode postar três vezes por semana, investir em Meta Ads, aparecer no Google e utilizar um CRM.
E, ainda assim, essas ferramentas podem estar completamente desconectadas.
O desafio começa quando queremos responder perguntas como:
Quanto custa gerar uma oportunidade?
Quantos leads agendam?
Quantos comparecem?
Quantos fecham?
Qual é o CAC?
Quanto de receita cada canal ajuda a gerar?
Quais campanhas trazem os melhores pacientes?
Quais criativos atraem oportunidades mais qualificadas?
Quando conseguimos responder essas perguntas, o marketing deixa de ser uma coleção de tarefas.
Ele começa a funcionar como uma operação de crescimento.
Na Agência Mais Ideias, é justamente essa visão que buscamos construir com clínicas odontológicas: conectar aquisição, conteúdo, processo comercial, tecnologia e dados para que as decisões sejam tomadas cada vez menos com base em achismos e cada vez mais com base no que realmente gera resultado.
Porque gerar leads é importante.
Mas transformar presença digital em crescimento exige entender tudo o que acontece antes, durante e depois do lead.
Quer construir uma operação de aquisição mais previsível para sua clínica?
Se sua clínica já investe em marketing, mas ainda tem dificuldade para conectar campanhas, leads, agendamentos, vendas e receita, podemos ajudar a estruturar esse processo.
Conheça a metodologia da Agência Mais Ideias para clínicas odontológicas e entenda como trabalhamos geração de demanda, processo comercial, CRM, conteúdo e dados de forma integrada.

